Poemas


Há tempo?
Há tempo?
Flávio Sanso
Flávio Sanso
O tempo parou, dizem
Mas o tempo está na minha barba volumosa
Nos meus cabelos nunca tão crescidos
Na curva que não achata
Na linha que sobe inclinada
Foguete cruel movido a estatísticas mórbidas
Potencial para ser exponencial
Mas pode ser que o tempo tenha parado
Sem abraço, sem beijo, sem paz, sem contato
Talvez eu verseje sobre o campo minado lá fora
Sobre o silêncio e o medo
Sobre as embalagens encharcadas de desinfetante
Ser ou não ser infecto,
a agonia dos quinze dias sempre renováveis
A janela, à janela
Vou versejar sobre a amendoeira
que dança em câmera lenta ao ritmo do vento
Sobre o sanhaço que cisca na antena parabólica
Sobre a beleza indiferente do céu
azulado, amarelado, arroxeado
Enquanto fico sem saber o que foi feito do tempo
Vou versejar sobre o que o tempo (ou a ausência dele) não alcança
O tempo parou, dizem
Mas o tempo está na minha barba volumosa
Nos meus cabelos nunca tão crescidos
Na curva que não achata
Na linha que sobe inclinada
Foguete cruel movido a estatísticas mórbidas
Potencial para ser exponencial
Mas pode ser que o tempo tenha parado
Sem abraço, sem beijo, sem paz, sem contato
Talvez eu verseje sobre o campo minado lá fora
Sobre o silêncio e o medo
Sobre as embalagens encharcadas de desinfetante
Ser ou não ser infecto,
a agonia dos quinze dias sempre renováveis
A janela, à janela
Vou versejar sobre a amendoeira
que dança em câmera lenta ao ritmo do vento
Sobre o sanhaço que cisca na antena parabólica
Sobre a beleza indiferente do céu
azulado, amarelado, arroxeado
Enquanto fico sem saber o que foi feito do tempo
Vou versejar sobre o que o tempo (ou a ausência dele) não alcança

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