é o rude das paragens, o assustado, o solúvel, o inadjetivável pergaminho perdido. O irreconhecível, o desarranjado no mundo, aquele que não sabe o que é viver, e não sabe que existem outros mundos. É incapaz de articular relações explicações soluções. Não entende os problemas as gemas as engrenagens. A magia é sua e, volátil, desfaz-se no momento em que é feita. Não faz obelisco esfera monumento. Trapaceia trapos, desfiados, milhares, milhões, bilhões deles, inacabadamente tudo lhe é fresco. Desconhece teimosamente tudo, não sucumbe à luz retificada, trata de escorregar pelas margens da folha e da língua, mas os passos são firmes, mundanos demais até. Curva-se sob os galhos, rema sem pressa as letras que vai lavando, dessalgando, temperando, sabe que não pode saboreá-las, senão vira escritor. Abandona, sempre. Crava sonhos em cascas de ipês, solitariamente, com força do andado. Rito grito, sede de sobrevivência, unge as palavras com seu berro severo de uma língua fascinada de alcova.
é o rude das paragens, o assustado, o solúvel, o inadjetivável pergaminho perdido. O irreconhecível, o desarranjado no mundo, aquele que não sabe o que é viver, e não sabe que existem outros mundos. É incapaz de articular relações explicações soluções. Não entende os problemas as gemas as engrenagens. A magia é sua e, volátil, desfaz-se no momento em que é feita. Não faz obelisco esfera monumento. Trapaceia trapos, desfiados, milhares, milhões, bilhões deles, inacabadamente tudo lhe é fresco. Desconhece teimosamente tudo, não sucumbe à luz retificada, trata de escorregar pelas margens da folha e da língua, mas os passos são firmes, mundanos demais até. Curva-se sob os galhos, rema sem pressa as letras que vai lavando, dessalgando, temperando, sabe que não pode saboreá-las, senão vira escritor. Abandona, sempre. Crava sonhos em cascas de ipês, solitariamente, com força do andado. Rito grito, sede de sobrevivência, unge as palavras com seu berro severo de uma língua fascinada de alcova.