E foi assim que tudo terminou:
sem janelas para abrir,
sem nenhuma porta para fechar.
As pessoas se olhavam estarrecidas
e buscavam umas nas outras
alguma ínfima explicação,
mas não encontravam nada,
nada além da recíproca dúvida.
Os sinos soavam incessantes
e a fumaça negra se espalhava
e a tudo encobria sem parcimônia.
Não havia mais diferenças,
nem possibilidades,
nem mentiras ou verdades.
Foi assim que tudo terminou,
sem nenhum rancor
ou paredes rubras de dor.
Ninguém percebeu o começo,
mas todos sabiam que era o fim
quando chegou o meio.
Da perplexidade brotou o desespero,
da arrogância, o medo desconcertante,
da loucura, a mais clara lucidez.
Era tudo inexplicavelmente simples,
como as palavras entaladas na garganta
daqueles que sempre souberam
da desimportância de cada passo.
Sem cor, mas com todas elas:
foi assim que tudo terminou.
Num infinito desaguar de vaidades,
o imponderável se sobrepôs ao poder,
deitando todas as velas da soberba.
Não sobraram sombras nem esquinas,
muito menos a retidão de olhos dissimulados.
O que restou foi somente o pó dos dias,
o lampejo rude e renitente dos desvalidos
e uma certeza incrédula de que nada,
absolutamente nada, seria como antes.
E foi assim que tudo terminou:
sem janelas para abrir,
sem nenhuma porta para fechar.
As pessoas se olhavam estarrecidas
e buscavam umas nas outras
alguma ínfima explicação,
mas não encontravam nada,
nada além da recíproca dúvida.
Os sinos soavam incessantes
e a fumaça negra se espalhava
e a tudo encobria sem parcimônia.
Não havia mais diferenças,
nem possibilidades,
nem mentiras ou verdades.
Foi assim que tudo terminou,
sem nenhum rancor
ou paredes rubras de dor.
Ninguém percebeu o começo,
mas todos sabiam que era o fim
quando chegou o meio.
Da perplexidade brotou o desespero,
da arrogância, o medo desconcertante,
da loucura, a mais clara lucidez.
Era tudo inexplicavelmente simples,
como as palavras entaladas na garganta
daqueles que sempre souberam
da desimportância de cada passo.
Sem cor, mas com todas elas:
foi assim que tudo terminou.
Num infinito desaguar de vaidades,
o imponderável se sobrepôs ao poder,
deitando todas as velas da soberba.
Não sobraram sombras nem esquinas,
muito menos a retidão de olhos dissimulados.
O que restou foi somente o pó dos dias,
o lampejo rude e renitente dos desvalidos
e uma certeza incrédula de que nada,
absolutamente nada, seria como antes.