POEMAS

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Corpo
Corpo
Mauricio Santos Fernandes
Mauricio Santos Fernandes
Quase nada pode o corpo contra a máquina.
Livre, o corpo livre e solto a atravessar avenidas.
Livre, o corpo.
Livre, o corpo sobre o copo ergue o braço
e mata a sede.
E assopra e ama e conjuga-se no tempo esse corpo
que já não é só corpo.
E é detido na máquina produzida por este próprio corpo
que de carne apenas não se forma.
É essa forma mesma do corpo que o detém em si mesmo.
Esse semelhante do outro, que é espelho e agonia.
É a vastidão de ser corpo que o deixa intranquilo.
Nessa existência que ama,
o corpo se deixa ser e sente o mundo.
Quase nada pode o corpo contra a máquina.
Livre, o corpo livre e solto a atravessar avenidas.
Livre, o corpo.
Livre, o corpo sobre o copo ergue o braço
e mata a sede.
E assopra e ama e conjuga-se no tempo esse corpo
que já não é só corpo.
E é detido na máquina produzida por este próprio corpo
que de carne apenas não se forma.
É essa forma mesma do corpo que o detém em si mesmo.
Esse semelhante do outro, que é espelho e agonia.
É a vastidão de ser corpo que o deixa intranquilo.
Nessa existência que ama,
o corpo se deixa ser e sente o mundo.

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