POEMAS

Poemas


Frio, vermelho
Frio, vermelho
Zuza
Zuza
Desencontro.
Porque entrar no coração de alguém,
caminho sem volta,
assusta todos os fugitivos.

Sem que avisos houvesse
uma pessoa se arremessa,
colhe encontros alegrias tristezas.
Ao empinar fantasias,
ela corre atrás da que mais voa.
Assim são as coisas como vejo
e como coisa vejo também a mim.

Então sorrio,
como por ter lembrado
de algo incurável que corrói
no meu coração,
essa pedra quente e vermelha
no cerne do mundo e que é
também o seu coração,
mas que eu sinto como nosso.

Incurável de uma saúde contínua
separada por desejos sem hiatos,
caindo às vezes em abismos
que são labirintos e fossas,
feito de uma força elástica
que nos lança de volta
lá onde tudo retorna.

E volta também o amanhã,
revelação ainda por vir
de que no amor e na demanda
sangram todos os poetas
como porcos espinhos.

E que no amor e no desejo
eles afiam suas espadas e cantam
canções de ninar para crianças,
pequenas porcelanas
mais bravas e corajosas que ele.

Sua saliva molhada,
afiada pelo fio da palavra,
desinfeta os seus instrumentos.
O seu amor pregado
no fino traço das letras.

E então, o imenso sentimento da vida
(pois o mundo já virou poluição).
Pois não há nada a não ser ela.
O imenso sentimento da vida.
Desencontro.
Porque entrar no coração de alguém,
caminho sem volta,
assusta todos os fugitivos.

Sem que avisos houvesse
uma pessoa se arremessa,
colhe encontros alegrias tristezas.
Ao empinar fantasias,
ela corre atrás da que mais voa.
Assim são as coisas como vejo
e como coisa vejo também a mim.

Então sorrio,
como por ter lembrado
de algo incurável que corrói
no meu coração,
essa pedra quente e vermelha
no cerne do mundo e que é
também o seu coração,
mas que eu sinto como nosso.

Incurável de uma saúde contínua
separada por desejos sem hiatos,
caindo às vezes em abismos
que são labirintos e fossas,
feito de uma força elástica
que nos lança de volta
lá onde tudo retorna.

E volta também o amanhã,
revelação ainda por vir
de que no amor e na demanda
sangram todos os poetas
como porcos espinhos.

E que no amor e no desejo
eles afiam suas espadas e cantam
canções de ninar para crianças,
pequenas porcelanas
mais bravas e corajosas que ele.

Sua saliva molhada,
afiada pelo fio da palavra,
desinfeta os seus instrumentos.
O seu amor pregado
no fino traço das letras.

E então, o imenso sentimento da vida
(pois o mundo já virou poluição).
Pois não há nada a não ser ela.
O imenso sentimento da vida.

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