numa cela 2 por 2
o corpo feminino ri o riso possível (o que nasce da memória e da esperança)
isolado, canta para não esquecer
que a voz um dia emitiu em coro
imobilizado, garante 5 passos por dia (prepara os pés para os que virão)
privado do sol, imagina a aurora boreal
pensa a concha, o vento e o mar
torturado, faz do silêncio a mais poderosa das armas
animalizado pela imundície,
lava o chão
as roupas
os cabelos
(o choro converte-se em índice da própria humanidade)
numa cela 2 por 2, dia a dia
o frágil corpo de mulher
desafia & vence
a mão de chumbo
quando eventualmente dorme,
esse corpo ainda sonha
(e no sonho ele voa)
numa cela 2 por 2
o corpo feminino ri o riso possível (o que nasce da memória e da esperança)
isolado, canta para não esquecer
que a voz um dia emitiu em coro
imobilizado, garante 5 passos por dia (prepara os pés para os que virão)
privado do sol, imagina a aurora boreal
pensa a concha, o vento e o mar
torturado, faz do silêncio a mais poderosa das armas
animalizado pela imundície,
lava o chão
as roupas
os cabelos
(o choro converte-se em índice da própria humanidade)
numa cela 2 por 2, dia a dia
o frágil corpo de mulher
desafia & vence
a mão de chumbo
quando eventualmente dorme,
esse corpo ainda sonha
(e no sonho ele voa)