O homem perde tempo
Buscando a vil tristeza
Trata a si e aos outros com aspereza
Faz da vida mero passatempo
Inevitável medo d’alma pobre
Recusa a si própria em prol da carne
Quer que até os dentes você se arme
Inventa laços fracos de prata e cobre
Se estiveres do meu lado
Meu pavor se dissipará
e eu matarei o teu enfado
O fantasma de minha noite é tua ausência
Me curar só teu corpo poderá
e nos deleitaremos na carência
O homem perde tempo
Buscando a vil tristeza
Trata a si e aos outros com aspereza
Faz da vida mero passatempo
Inevitável medo d’alma pobre
Recusa a si própria em prol da carne
Quer que até os dentes você se arme
Inventa laços fracos de prata e cobre
Se estiveres do meu lado
Meu pavor se dissipará
e eu matarei o teu enfado
O fantasma de minha noite é tua ausência
Me curar só teu corpo poderá
e nos deleitaremos na carência